A Realidade Virtual Aumentada ou RA está dando mais opções para o mercado publicitário. Uma tecnologia inovadora e um tanto quanto simples cria hologramas 3D dentro do computador que interagem com você atravéz da sua web cam. A câmera filma uma imagem 2D que é interpretada pelo computador como um código estilo código de barras que gera um imagem 3D. A sensação é de os objetos da tela do computador saltarem para a sua mão.
A algum tempo a Paramount lançou o site We Are Autobotspara divulgar o filme Transformers: A vingança dos derrotados.
O site faz uso da RA. É divertido mas bem limitado, até um pouco tosco. O holograma é gerado a partir da leitura facial, depois aparece um capacete que agompanha o movimento do seu rosto.
A funcionalidade é bem limitada nesse site. Mas como a tecnologia é nova, ela ainda será explorada melhor e novas possibilidades vão surgir como no site de divulgação de Star Trek.
São tantos os filmes futuristas que, às vezes fica difícil para a gente se situar. Uma saída bem lagal foi o que o site Dam Meth fez. O site traz uma linha do tempo onde organiza a ordem fictícia de vários filmes. Você sabia que o filme 2001 acontece em 2001? Tá, essa é fácil. Mas quanto aos filmes 12 Macacos, O Quinto Elemento ou Minority Report?
Anjos e Demônios é um livro sensacional. É rico de detalhes sobre história e obras de arte. Dan Brown te leva a dois extremos no decorrer da trama com as aventuras do simbologista Robert Langdon.
Langdon tenta evitar que a cidade do Vaticano seja literalmente explodida. Uma partícula altamente explosiva da chamada “anti-matéria” ou “partícula de Deus”, algo que poderia ajudar na explicação do surgimento do big-bang, foi roubada por um membro de uma sociedade secreta, a Sociedade dos Illuminati (os esclarecios), cientistas que foram perseguidos ao longo da história pela igreja católica pelos seus atos “pagãos”: a busca da razão através da ciência.
A trama ocorre no período do conclave. Momento em que, após a morte do papa, vários cardeais se reúnem no Vaticano e se trancam na Basílica de San Pietro (São Pedro) até que elejam um novo Papa. Porém os quatro preferiti, cardeais que seriam os possíveis sucessores, foram seqüestrados e há a ameaça de serem mortos em praça pública. Nesse período todas as redes de televisão do mundo voltam seu olhos para o Vaticano à espera da “fumaça branca” que indica que a escolha papal foi realizada. Toda a trama leva ao leitor uma visão catastrófica de uma guerra silenciosa.
Diante de um cenário com visões apocalípticas o simbologista Robert Langdon tenta correr contra o tempo atrás de todas as pistas, fatos históricos, símbolos antigos e secretos, monumentos e obras de arte para impedir a morte dos cardeais e a destruição do Vaticano pela anti-matéria.
O eixo principal do livro é o duelo entre a razão científica e a fé religiosa. Em vários momentos os personagens questionam a fé e a ciência. Seus argumentos, sempre plausíveis, convincentes e persuasivos, mexem com a mente do leitor. Você acredita em Deus? Acredita na existência de todas as coisas por intervenção divina? Ou a ciência tem a explicação de tudo? É ela que cura os doentes? Que faz transplantes ou que cria novos seres? Esse é o principal ponto do livro que torna o drama tão cativante.
O filme homônimo lançado dia 15, nos cinemas, deixou de fora fatos e personagens que tornam a trama mais interessante.
O CERN, centro de pesquisas localizado na Suíça, assim como o LHC (Large Hadrons Colisor), a maior máquina do mundo, com cerca de 8,6 km de diâmentro, capaz de acelerar prótons e gerar anti-matéria foram citadas superficialmente no filme. Personagens como Maxmilian Kohler, um personagem muito interessante que até chegou a ser um dos suspeitos, não apareceu no longa.
O início da história foi alterada, aparentemente para não se parecer com o início da O Código da Vinci que também inicia com o assassinato de um homem por uma pessoa misteriosa.
Pode-se dizer que o “filme” Anjos e Demônios apenas conta a história. É uma narrativa que conta como se sucederam os fatos e que, diferente do livro, não aprofunda a história dos Illuminati, não enaltece os magníficos discursos “fé versus razão” nem nos faz vivenciar a tensão de perigo eminente. Tudo parece muito fácil.
A trilha sonora é muito boa para criar momentos de tensão, porém algumas vezes é utilizada em momentos desnecessários. Outro fato que eu gostaria de ressaltar: Nos cinemas Anjos e Demônios, de acordo com a ordem cronológica acontece depois de O Código da Vince, decisão equivocada na minha opinião.
Em suma, o filme pareceu muito superficial em relação ao filme. É lógico que há uma diferença grande entre um livro e um filme, porém, a escência da história não foi mantida na adaptação para o cinema.
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